longe, mas perto

multissensorialidade

ver alguém que não está ali, mesmo que em um holograma de tamanho real, não resolve a nossa necessidade de contato físico que, como vimos no capítulo anterior, interfere sobre nosso bem estar físico e emocional

assim, se mesmo as alternativas de toque com proteção não estão disponíveis, podemos recorrer à tecnologia para simular esse contato 

interessante notar que todos os exemplos que trazemos neste tópico são bastante anteriores aos tempos de COVID-19

alguns foram criados para ajudar pessoas autistas, mas seriam perfeitamente aplicáveis para diferentes perfis de pessoas isoladas neste momento 

a "máquina de abraço" pedida pelos participantes do estudo encontra resposta no mundo real através de coletes, jaquetas e robôs
(a maior parte dos exemplos que encontramos é do Japão)

um dos exemplos que mais nos encantou é um par de coletes: a pressão feita sobre um deles é reproduzida no outro, permitindo que uma pessoa sinta até o seu próprio abraço... 

e se eu tivesse um par de coletes aqui e você um aí? cada um abraçaria o seu e sentiria o abraço do outro? 

eu ia querer experimentar :)

a notícia é de 2011, onde essa invenção maravilhosa foi parar?! 

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a T.Jacket é uma opção mais comercial, e um dos casos criados para beneficiar pessoas autistas

desenvolvida em 2012, tem compartimentos internos que inflam sob controle de um aplicativo, simulando a sensação de um abraço e proporcionando parte de seus benefícios (como liberação de endorfina e dopamina e redução de stress)

é possível encontrá-la a partir de USD 200 em alguns países

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Teabot, um robô que abraça

projeto de 2015, desenvolvido por estudantes de uma escola pública de Curitiba e vencedor de um concurso internacional de robótica

o projeto também tinha como objetivo ajudar pessoas com autismo

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cadeira de abraço, mais uma ideia japonesa, mas numa versão menos tecnológica, com o objetivo de combater a solidão de idosos  

em 2014 era vendida por 41 mil ienes, algo próximo de mil reais na conversão da época

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há também opções que buscam simular algo mais do que um abraço...

mais uma do Japão: de 2011, um aparelho que se propunha a simular o beijo à distância
(ainda que não pareça muito convincente...)

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mais recentemente, vemos opções mais ousadas, como vibradores controlados à distância

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e há ainda opções para o corpo inteiro, seja na ficção ou na vida real

na ficção, um do exemplos é a
roupa háptica de Jogador número 1
(conhecemos o livro através do filme, se tiver oportunidade, sugerimos ler o livro antes!)

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na vida real, o exemplo é muito parecido: o Tesla Suit, que além de entretenimento, também pode ser usado na área da saúde, para reabilitação

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